Compartilhamos com vocês, um pouco sobre tudo o que presenciamos no evento Educa Week 2018, realizado por Marcos Talarico e pela equipe da SD Student Travel, que gentilmente nos convidaram a participar do Fórum Nacional de Escolas Particulares.

Primeiramente, ressaltamos a organização do evento como um todo: logística, pontualidade e relevância dos temas, fizeram do evento uma verdadeira oportunidade para reflexões sobre nosso papel enquanto agentes de mudança na educação brasileira. Escolas e sistemas de ensino de grande relevância no mercado, como: Colégio Bandeirantes, Dante Alighieri, SAS, Bernoulli e Sistema Poliedro, discorreram sobre desafios e oportunidades que estão chegando, em especial, com a BNCC – Base Nacional Comum Curricular, e também a necessidade da utilização de técnicas ativas, mais aderente aos padrões de ensino e aprendizagem dos estudantes do século XXI.

Das técnicas ativas, destacamos por exemplo, STEM (ou STEAM), e até mesmo a ampliação de opções de eletivas que possam complementar a grade e aumentar o engajamento dos estudantes, a partir dos interesses de maior convergência com as formas de pensar, agir, gostos pessoais e aptidões. Este movimento evidencia a importância do desenvolvimento de competências e habilidades pessoais, num grau de valoração maior ou minimamente, em mesmo grau de importância ao desenvolvimento cognitivo (ainda que sistemas de avaliação, como ENEM e vestibulares, entre muitos outros, meçam o desempenho apenas considerando as notas atingidas durante os processos avaliativos.

A NASA apresenta suas ferramentas para a Educação

As palestras da  Lynn Dotson, uma das responsáveis pela área de Tecnologia e Inovação na Educação da NASA, no Kennedy Space Center (que em termos de visita educativa foi uma das experiências mais lindas que tivemos) e do Fabio Carvalho, Diretor de Inovação da Faber-Castell, mostraram como grandes corporações apoiam o desenvolvimento educacional a partir de práticas criativas, e que sim, se pode construir um mundo novo a partir de uma folha qualquer que eu desenhe um sol amarelo, e com 5 ou 6 retas é fácil fazer um foguete, com a devida licença (ou perdão da) poética.

Abordagens bem interessantes, como a do Thiago Feijão, da edTech EDUQO, mostram o movimento de impacto rápido e mais tangível para as escolas no tocante da automação de processos (incluindo a Inteligência Artificial) que amparam o objetivo primordial da excelência acadêmica, que permite a escola ter mais tempo para investir em temas mais complexos como: habilidades de vida e cidadania global. Tudo isto é fundamental, porém, a automação, ao nosso ver, não pode simplesmente gerar performance para modelos os quais não acreditamos mais, sob a pena de nos acomodarmos com aquilo que já não nos serve mais.

Dentre os profissionais que menos sofrerão impacto em termos de substituição de mão de obra no cenário das profissões do futuro, estão os professores! Exatamente pelos componentes de discernimento que são impossíveis, ao menos ao nosso ver, que uma máquina possa obter.  Portanto é importante humanizarmos a utilização da IA e valorizarmos a formação e análise crítica de quem irá se amparar da tecnologia com o objetivo de potencializar sua atuação.

Schoolastic e habilidades-socioemocionais no SDAY 2018

O Professor Ms. Almir Vicentini, a voz da Schoolastic no evento, abriu a visão de todos os participantes sobre as abordagens possíveis em termos de desenvolvimento de competências e habilidades, como buscar indicadores que possam ajudar a estabelecer estratégias pedagógicas e planos de ação mais eficientes, baseados em padrões como o de mapeamento das preferências cerebrais, por exemplo, e o quão é importante começarmos a estabelecer conexões e dar suporte aos perfis singulares de cada estudante, desde a primeira infância, mapeando competências socioemocionais, inteligências múltiplas e aptidões de aprendizagem.

Outros destaques que nos sentimos muito motivado a fazer, são Luis Otavio Targa, do Colégio Vértice, um jovem que brilhantemente dissertou sobre a orientação educacional que transforma conflitos em aprendizagem, enfocando a importância na mediação de conflitos e resolução de problemas, que não por acaso é uma das competências socioemocionais mais importantes dos dias atuais e a Karina Fukumitsu, psicoterapeutaum doce de pessoa, diga-se de passagem, abordou o tema prevenção ao suicídio e posvenção com adolescentes, sensibilizando a todos, com seus pés descalços e tsurus mágicos,  sobre a importância do diálogo e ações mais efetivas e afetivas.

Enfim, dentre todos os temas que mais nos chamaram a atenção, sobre os quais tivemos a oportunidade de discorrer nas poucas linhas acima, resolvemos abranger TODOS (!) quando resolvi fazer da Schoolastic meu propósito de vida.

Apesar de não gerarmos conteúdo, não termos games de última geração, nem equipamentos de qualquer natureza para o exercício do STEM, nossa inteligência dá suporte à prática de todos os temas e com ela, jogamos luz, através de nossos indicadores (awareness), por onde as pessoas poderiam passar com olhares desatentos ou  mesmo desapercebidos, e, minimamente instigando o que René Descartes convidava em sua filosofia, quando dizia que jamais pode-se duvidar, de que para duvidar é preciso pensar. Cogito ergo sum (Penso, logo existo!).

E para finalizarmos e ensaio de hoje, o nosso filósofo dos tempos modernos Leandro Karnal, que com chave de ouro fechou o evento e nos convidou a reflexão sobre o fato da verdade estar distribuída de forma granular entre todos os componentes de um todo, e que até um relógio antigo, de ponteiros, quebrado, têm razão ao menos 2 vezes por dia!

E nós da Schoolastic despidos do desejo de sermos diagnósticos do que quer que seja, desejamos sim estimular com a nossa proposta, a observação através de olhares mais acolhedores, orientar e estruturar a coleta dessas observações e continuamente inspirar reflexões.

“Porque a educação é um processo social, é desenvolvimento continuo.
Não é a preparação para a vida…
É a própria vida!”
John Dewey

Um abraço.

Luiz Orlandini, CEO

#beschoolastic